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A Baia de todos os Santos

O que a Bahia tem que o Caribe não tem? Esta pergunta se impõe após ancorar o veleiro na areia da Ilha do Medo. A Ilha do Medo é apenas uma das 56 ilhas que compõem a Baía de Todos os Santos, Bahia. A Baía de Todos os Santos, um fascinante sistema marítimo cheio de areia trazida pelo Rio Paraguaçu, é constituída de bancos de areia, baixios e profundezas que se alteram conforme as marés.

Já o naturalista inglês Charles Darwin ficou admirado pelas paisagens terrestres da Baía de Todos os Santos. A exuberância da vegetação verde com toda a sua biodiversidade chamaram-lhe a atenção. Ele anotou suas sensações de beleza e prazer em "A Viagem de um Naturalista ao Redor do Mundo". É possível atracar em ínumeros ancoradouros na Baía de Todos os Santos. É nesta região onde nasceu a nação brasileira. Testemunhas disso são os saveiros, isto é, lanchas construídas como há 400 anos, e muitas igrejas históricas.

A Baía de Todos os Santos é lugar ideal para velejadores. Tudo é banhado por água morna e cristalina, a qual convida para banhos o ano todo. O tempo é bom; quase sempre há vento e sol. Os ventos favoráveis da região fazem com que os veleiros não ficam atracados nos portos. Quem vem para a Baía de Todos os Santos para velejar não é decepcionado. Em Salvador quase não se vê veleiro, pois todos estão sempre em mar. O porto de Salvador é ótimo para velejadores, pois o tempo que se precisa para chegar a paraísos como a Ilha do Cal ou a Ilha do Medo não passa de poucas horas. Velejando mais um pouco, pode-se entrar pelo legendário Rio Paraguaçu, às margens do qual há muitos monumentos e ruínas de engenhos e fazendas que contam a história da colonização. A vela no ambiente natural da Baía de Todos os Santos ajuda restabelecer a harmonia e o equilíbrio.
 

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